CAMINHO DA FÉ

GUIA DE VIAGEM – CAMINHO DA FÉ

O Caminho da Fé nasceu em 2003, inspirado no milenar Caminho de Santiago de Compostela, e foi criado para dar estrutura às pessoas que sempre fizeram peregrinação ao Santuário Nacional de Aparecida, oferecendo-lhes os necessários pontos de apoio e infraestrutura.

Atualmente, em 2018, o Caminho da Fé tem mais de 10 ramais de saídas. Inclusive, o mais novo deles é Franca-SP,  minha cidade natal.

Eu fiz o Caminho em Julho de 2015, começando em Mococa-SP, acompanhada de minha mãe que na época tinha 65 anos. Nesse post, vou compartilhar os 4 primeiros dias de um percurso total de 400 km, que finalizamos a pé em 19 dias.

Para conferir o mapa desse percurso Mococa – Aparecida do Norte clique aqui.

ROTEIRO

1 DIA: De Mococa a São José do Rio Pardo.

Hotel em Mococa: Plaza Hotel

Avaliação: Infelizmente o Hotel não estava muito bem preparado para receber peregrinos. Quando chegamos eles não tinham a credencial do peregrino e nem cajados para vender. Acabamos recolhendo o carimbo em um papel avulso para, depois, comprar a credencial. A cama e o chuveiro são bons e o café da manhã é bem completo.

Percurso: 22 km.

Dificuldade: Média

Saímos para a caminhada por volta das 7h30 e mantivemos esse horário quase todos os dias seguintes. Como nosso planejamento continha poucos km por dia, o horário de chegada no próximo destino era sempre por volta das 15h ou 16h. Decidimos nunca andar depois das 17h, até porque era inverno e anoitece rápido.

Hotel em São José do Rio Pardo: Hotel Paulista

Avaliação: Hotel simples, mas confortável. Chuveiro quente, cama ok e café da manhã simples.

2 DIA: De São José do Rio Pardo a São Sebastião da Grama.

Percurso: 24 km.

Dificuldade: Alta. Todo o caminho é repleto de subidas e no segundo dia de caminhada nosso corpo fica bem dolorido, então, para mim, foi um dos dias mais difíceis.

Hotel em São Sebastião da Grama: Dunhas Hotel.

Avaliação: Cama e chuveiro bons e café da manhã simples.

 

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3 DIA: De São Sebastião da Grama a São Roque da Fartura

Percurso: 26 km.

Dificuldade: Alta. Longos trechos de subida em asfalto.

Pousada em São Roque da Fartura: Pousada Paina.

Avaliação: uma das melhores pousadas em que ficamos. Cama confortável, chuveiro quente e o jantar muito completo, assim como o café da manhã. Aqui também dá para lavar a roupa. Os proprietários são muito queridos e fazem questão de receber peregrinos.

Dica: sempre fazíamos um lanchinho no café da manhã para levar e comer no caminho. Todos os dias fizemos isso. 

4 DIA: De São Roque da Fartura a Águas da Prata.

Percurso: 16 km.

Dificuldade: fácil. Alguns trechos com fortes descidas. Para mim foi um dos trechos mais bonitos do caminho. Nesse percurso é proibido passar carro e, por essa razão, as trilhas são bem mais preservadas em quesito tranquilidade e natureza.

Pousada em Águas da Prata: Refúgio do Peregrino.

Avaliação: é o lugar onde todo peregrino tem que ficar. Os quartos são de beliche, os banheiros no corredor, não tem café e nem jantar incluso. Mas é aqui que você retira e carimba sua credencial, convive com outros peregrinos e conhece mais da história do caminho. Enfim, é um refúgio, sem luxo, mas ideal. Dá para lavar roupa e quem fica responsável pelo local à noite são os próprios peregrinos. No dia em que nos hospedamos éramos só eu e minha mãe, sendo assim, ficamos com a chave e, ao deixar o local pela manhã, a jogamos na caixa de correio.

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Esse é o Jatobá que me deixou encantada. É gigante e deve ter no mínimo uns 500 anos. Fica nesse trecho, bem ao lado do orquidário.

 

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