AUTOCONHECIMENTO,  PEREGRINAÇÕES

Como uma peregrinação pode mudar sua vida

Você já escutou histórias de pessoas que passaram dias caminhando em uma peregrinação? Pois é, esse grupo restrito de corajosos são chamados de peregrinos e empreendem longas jornadas em busca de autoconhecimento e espiritualidade.

Se você é uma dessas pessoas que já realizou, ou sonha em fazer uma peregrinação, deve, com certeza, ter sido questionado o porquê. Como assim passar dias caminhando? Vá para a praia, para um resort, para um hotel fazenda!

Amigos e parentes, geralmente, não tão bem informados sobre o significado desse tipo de viagem, podem achar que fazer uma peregrinação é coisa de maluco. Porém, não é. Na realidade, os motivos que levam alguém a peregrinar estão distantes de uma possível maluquice.

Desse modo, para te ajudar com argumentos sólidos, separei neste post 5 motivos para realizar uma peregrinação. Portanto, se você em dúvida se deve ou não se lançar na aventura, continue lendo.

Todos são iguais numa peregrinação

Durante uma peregrinação, as classes sociais se extinguem naturalmente. De fato, diretores de empresas, executivos em período sabático, professores, médicos, estudantes, desempregados, aposentados e aventureiros das mais variadas nacionalidades passam a ser simples peregrinos.

A solidariedade entre os viajantes e a vontade de ajudar uns aos outros são fatores que dão impulso ao peregrino, que o encorajam a continuar e completar o percurso. Lá, as condições de viagem são as mesmas para todos que percorrem a rota espiritual.

A amizade entre peregrinos é para a vida toda

Costumo comparar uma peregrinação com o ciclo natural da vida, ao longo do qual passamos por momentos de felicidade, de tristeza e de dúvidas. No entanto, conforme o peregrino desenvolve um estado de presença, ele começa a perceber que os dias se tornam mais intensos e cada atitude mais significativa.

Desse modo, é comum as amizades de curto período se tornarem laços afetivos potentes e transformadores. Conhecemos pessoas incríveis, criamos amizades eternas e, de uma hora para outra, nos perdemos de gente querida.

Entretanto, com uma ajudinha do acaso, reencontramos essas pessoas em algum lugar do caminho e podemos nomear o momento como “reencontro de velhos amigos”.

Na peregrinação você vai aprender sobre superação

As dificuldades enfrentadas podem se tornar um empecilho para o viajante. As dores musculares, as bolhas nos pés, o modo de vida isento de qualquer luxo e a rotina de caminhada contínua levam o peregrino a querer desistir.

Por que não paro? Já cheguei no meu limite? Até quando devo continuar?

Não por acaso, essas indagações são feitas comumente por todos nós, nas diversas situações cotidianas que enfrentamos na nossa vida. Por exemplo, um dia difícil no trabalho, uma prova importante na faculdade ou uma situação complicada de se resolver podem minar nossas perspectivas.

Em busca de um objetivo maior, contudo, caminhamos. Sempre.

Peregrinar pode te ajudar a descobrir um propósito

Tal como uma versão resumida da vida, a peregrinação vai te pedir muita coragem e uma vontade clara para concluir as etapas. Em retorno, a rota espiritual vai te ajudar a aprender mais sobre si e sobre o combustível que te leva adiante.

Em algum momento, você vai se perguntar de onde vem tanta força para levantar todos os dias cedo e continuar caminhando. Desse modo, durante toda a jornada, mediante a decisão de continuar um passo após o outro, o processo de auto avaliação estará sendo aplicado.

A resposta para tal pergunta vai envolver questões pessoais. Talvez a fé de cada um, a crença em si próprio, o desafio de superar limites, o puro prazer de caminhar ou a busca por um objetivo traçado inicialmente expliquem tal confiança na superação dos próprios limites.

O caminho te ensina sobre o desapego

Acredito que o fato de viver apenas com o essencial estimula o aprendizado de que precisamos de pouco para viver uma vida feliz. Assim me parece porque, durante uma longa caminhada, tem-se de sobreviver somente com aquilo que se escolheu como item de primeira necessidade para compor a mochila e, claro, temos de carregar nas costas toda nossa bagagem.

É desafiador, de um dia para o outro, não ter mais o conforto de um carro, da comida de casa, do acesso à internet, das variadas roupas, dos sapatos, dos perfumes e de tantas outras coisas que nos cercam e que, sim, consideramos essenciais para viver.

Mas será que essas coisas têm realmente importância?

O consumismo exagerado pode, muitas vezes, nos fazer perder o referencial sobre o certo e o errado, o útil e o fútil, o sonho real e a fantasia implementada. Desse modo, nos sentimos perdidos, correndo uma corrida de ratos e, quando não atingimos as metas impostas, somos invadidos por sentimentos tais como a frustração, o desestímulo e até a depressão.

Durante uma peregrinação, passando por momentos de superação, de alegrias, de tristeza e de reflexão, o peregrino descobre como lidar melhor com as próprias emoções, a traçar objetivos mais coerentes com seus reais sonhos e a perceber o que realmente importa.

Então, gostou das dicas? Agora, aproveite para compartilhar este post nas suas redes sociais e me ajude a espalhar essa ideia pelo mundo!

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